Pensamento de incógnitas

wellcome.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Não feche o baú

Hoje acordei em um um lugar diferente, não tinha nuvens no céu nem um sol brilhante.O terreno era ingrime de mais para subir, tive que voar o mais alto que pude, cheguei no topo. Havia um lugar com um caminho de cascalhos e resolvi percorrer, lá sim tinha nuvens, nuvens escuras como a noite, árvores sem folhas e um céu laranja. Caminhei até cansar, quando não pude mais caminhar eu rastejei, mas não desisti, aquilo parecia ser tão recompensador, sabia que no no fim do caminho tinha algo para mim. Já podia ver uma luz ofuscante, mesmo assim estava muito longe de mim, tentei voar, não consegui, voltei a caminhar com os pés sangrando.
Quando cheguei perto da luz, algo me puxou, uma força maior do que a minha, então me deixei levar, depois de uma viajem turbulenta por um portal, eu acordei, na classe, no primeiro dia de aula com uma chave dourada na mão. Tocou o sinal parao recreio, fui o primeiro a sair, corri para a sala ao lado para esperar meus amigos, nenhum deles tinha ido naquele dia, então desci as escadas e fui pra um banco perto da árvore.
Foi ai que eu vi um cachorro correndo com um gps na mão e entrar em um buraco na árvore. Olhei para ver o que ele estava fazendo, derrepente um buraco se abre no chão e eu caio, parece não ter fim, quando estou prestes a me espatifar no chão, paro do nada, abro os olhos e estou de pé em cima de um tapete com desenhos abstratos, o tapete voa bem rápido e eu tenho que me segurar para não cair, vou voando por um vale com árvores verdes e um rio imenso e azul. Do alto eu vejo o cachorro com o gps na mão, que late pra mim querendo dizer algo, eu então aproveito que o tapete dá um razante e salto em direção ao cachorro, pego o gps e vejo que não há cordenadas nele, apenas um x marcado no meio da tela, olho pro lado e o cão some como a água evapora, o gps começa a mostrar um caminho e eu sigo esse caminho.
Quanto mais eu andava mais o gps apitava e piscava em cores vermelhas e amarelas, eis então que aparece o x novamente e percebo que há uma pá e um x no chão; Isso só pode significar uma coisa, que tinha que cavar aquele x, foi o que fiz. Ouço o barulho da batida da pá em algo embaixo da terra onde eu estava cavando, vejo um baú, levo ele para cima e tento abrir com a chave dourada que apareceu derrepente enquanto eu acordava na aula de geografia, ele não abre, tento com a pá, um vento forte joga a pá para longe a beira de um abismo. Vou em direção a pá e ouço o latido do cachorro misterioso mais uma vez, dou meia volta, pego o baú, não muito pesado, e sigo o latido do cão.
Quando chego perto dele pergunto aonde eu estava e ele aponta o foçinho para uma porta com uma fechadura dourada, com o baú e a chave na mão eu giro a chave na porta e ela se abre, olho para o cão mais uma vez antes de passar pela porta, ele parece estar sorrindo, eu então levo o baú e a chave comigo e atravesso a porta. Caio de cima da árvore por onde eu entrei, eu já achava que estava ficando louco e que tudo aquilo não passava de um sonho. Sento no banco em baixo da árvore e tento abrir o baú mais uma vez com a chave, então ele abre e uma força descontrolada sai dele, uma fumaça branca, se é que posso chamar aquilo de fumaça. Ela percorre todo o planeta acabando com a maldade e guerras no mundo, eu então lembro da caixa de pandora, e em vez de feixar o baú eu o deixo aberto mais um pouco para que saia a esperança e que todos a possam ter em todos os momentos de suas vidas.

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